Fio de cerca elétrica
Um fio aquecido por uma fonte de 12 V. Ele partia a cada 2 ou 3 garrafas, e o giro à mão deixava o corte torto.
Uma máquina feita de lixo eletrônico que corta garrafas de vidro e as transforma em copos, luminárias, castiçais e outras peças. Nasceu em Presidente Figueiredo, no Amazonas, e já cortou mais de 30 mil garrafas.
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A Ceifadora gira a garrafa e a aquece em uma linha precisa até o vidro se separar. É simples de montar e foi pensada para ser ensinada e replicada em escolas e comunidades. Toda ela vem da sucata:
Dupla circularidade. Os eletrônicos doados são desmontados pelo EletroArt, outro projeto da Casa Verde. As peças úteis viram máquinas, o excedente segue para reciclagem especializada, e a máquina pronta transforma garrafas em produtos.
Cada protótipo resolveu um problema do anterior. O registro de garrafas cortadas começou no protótipo 3.
Um fio aquecido por uma fonte de 12 V. Ele partia a cada 2 ou 3 garrafas, e o giro à mão deixava o corte torto.
Testamos um modelo comercial de madeira com tijolo refratário. Ele vinha com 3 a 4 resistências de reposição: sinal de que não aguentava muitos cortes.
O motor do prato passou a girar a garrafa no lugar da mão. A resistência ainda era fraca.
400 garrafasA resistência rígida de sanduicheira, dobrada de C para V, segurou a garrafa sem escorregar. Foi o primeiro grande salto de precisão.
965 garrafasTrilhos, guias, rodas e o elevador que segura a boca da garrafa. Testes de base com tijolo, cimento e tijolo refratário.
10.327 garrafasAcabamento para uso comercial. Daqui saíram as ideias das oficinas e da patente.
8.358 garrafasLaterais de ferro no lugar da madeira, que inchava e travava o elevador. Cabos melhorados, disjuntor e pintura completa.
~10 mil cortes de validaçãoArraste para o lado para ver todas as versões →
Garrafas e potes doados pela comunidade.
Cada garrafa é lavada antes do corte.
Na Ceifadora, em até três alturas.
As bordas são lixadas e polidas.
As peças seguem para revendedores e encomendas.
Copos, vasos para cactos e suculentas, cúpulas de lamparina.
Cinzeiros e pequenos recipientes.
Castiçais e peças decorativas.
É quanto vale o caco de vidro no mercado de reciclagem.
São de 2.200 a 5.000 garrafas, a pelo menos R$ 2 por peça vendida a revendedores. Valor bruto, antes dos custos.
Quem doa garrafas e potes de vidro acumula pontos, que podem ser trocados por produtos da Casa Verde.
Já levamos a máquina a palestras em escolas e comunidades, uma delas com 62 pessoas. O próximo passo são as oficinas de montagem: uma turma de 15 alunos monta duas Ceifadoras com lixo eletrônico, e as máquinas ficam na escola.
Abrir eletrônicos e separar as peças úteis.
Construir as duas máquinas em grupos, com segurança elétrica.
Preparar as garrafas e fazer os primeiros cortes.
Calcular custos, preço e como revender as peças.

O repórter Francisco Carioca veio conhecer o espaço e apresentar o Vidros da Amazônia. A matéria está no nosso canal do YouTube.

Expusemos duas tecnologias sociais na 21ª edição, em Presidente Figueiredo: a desidratadora solar e a máquina do Vidros da Amazônia.
A primeira edição da feira recebeu os produtos do projeto e a máquina de corte, em uma participação apoiada pela Lei Aldir Blanc.
Com apoio, a Ceifadora chega a mais escolas e comunidades, e a tecnologia ganha a proteção de uma patente. Empresas e instituições podem patrocinar oficinas, e qualquer pessoa pode contribuir com um Pix.
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